sábado, 3 de dezembro de 2016

Viver a Coroa do Advento em minha vida...



A partir do primeiro domingo do Advento, a liturgia veste-se de roxo. Por que roxo?

Felizmente a nossa amada Igreja Católica tem uma linda pedagogia em todas as suas celebrações e até mesmo as cores utilizadas ensinam-nos em silêncio acerca dos mistérios da fé durante a nossa caminhada na vida cristã ao longo do ano litúrgico.



O ano litúrgico começa no primeiro domingo do Advento e a Instrução Geral do Missal Romano permite que todas as celebrações litúrgicas possam ser realizadas numa mesma sintonia de som uníssono, unindo-nos como irmãos, estejamos onde estivermos, independente da língua ou do país.

O Advento prepara o coração de todos os católicos para a vinda de Jesus no Natal. 

E este deve ser o meu objetivo enquanto preparo o meu coração e a minha casa para receber a luz de Jesus na minha vida.

A coroa do Advento é um dos símbolos que podemos colocar naquele cantinho da casa que preparamos para colocar visivelmente esta espera pelo Natal de Jesus em nossas casas.

 A Coroa do Advento consiste numa coroa feita com ramos verdes e flores, na qual se colocam quatro velas. 

Estas quatro velas significam as quatro semanas do advento que são as quatro semanas que antecedem o Natal.

Geralmente é redonda, usando um aro de arame ou madeira, revestido de ramos vegetais ou de musgo. Esta verdura deve ser uma que se conserve ao longo do tempo, como os fetos.

Quando colocamos os ramos verdes na coroa do Advento, queremos afirmar que Cristo tem poder sobre a vida e a natureza. 

Costumava-se colocar ramos de abeto ou de pinus, de ciprestes, porque estes ramos não perdem as folhas no inverno. Isto significa que a fé em Deus nos oferece perseverança, esperança e certeza de vitória sobre a morte e a escuridão.

A imortalidade em Deus é o nosso prémio, e nada neste mundo terreno é eterno e dura para sempre.

Como tenho gatos, usei folhas de plástico. Penso que temos de nos ater ao que a Coroa do Advento representa e adaptá-la conforme as nossas possibilidades.

Não é preciso gastar dinheiro. Basta olharmos à nossa volta que com imaginação podemos construir uma bela coroa do Advento obedecendo ao seu essencial. E é este essencial que quero falar aqui.

Neste Advento, o que desejo é dar força ao simbolismo do Natal no meu coração e na minha casa.

Nesta altura, não se colocam flores na coroa do Advento, pois a cor verde deve imperar perante a escuridão da noite.

Este pormenor carrega em si uma forte simbologia. Aliás, esta coroa está repleta de fortes símbolos que vão para além das cores.

A forma circular da coroa do Advento indica-nos que aceitamos esta aliança entre Deus e a nossa história, pois Cristo é o Senhor do nosso tempo, unindo o passado, o presente e o futuro rumo à Salvação como aconteceu com o povo judeu descrito na Bíblia.

O círculo indica-nos que não há princípio e nem fim pois deve haver em nós este buscar da perfeição e da plenitude na nossa vida de cristãos.

Deus é eterno, sem princípio e sem fim porque Nele há um infinito amor.

Quando nos sentimos amados por Deus, temos um desejo de faze-lo ser conhecido, amando-O quando amamos o próximo com este igual infinito amor.  

Nos tempos antigos, oferecia-se uma coroa de ramos de oliveira ou de louros aos atletas que vencessem os jogos olímpicos. Então, esta coroa que coloco na minha casa é também este sinal de vitória, de alegria, de honra e de grandeza.

Quando permitimos Deus na nossa vida, participamos da chamada “coroa dos eleitos” assim como lemos no livro do Apocalipse, 14,14.

Se deixamos Deus nos ajudar a escrever a nossa história, temos esta certeza da vitória e da vida plena, aconteça o que acontecer, nesta breve passagem pela terra.

No primeiro domingo do Advento começamos a colocar ao longo do círculo, a primeira das quatro velas, que irão culminar com a chegada da grande e eterna luz do Natal com o nascimento de Cristo.

Se o Advento me prepara para uma nova vida, devo usar velas novas.

Aqui, chamo a atenção que a colocação das velas junto à coroa do Advento deve ser feita com toda a segurança, para que quando forem acesas não provoquem incêndios.

Eu escolhi aquelas pequeninas velas envoltas em alumínio, mas geralmente escolhem-se velas novas, grandes que aguentem estar acesas durante o tempo do Advento.

É importante que a vela transmita esta pequenina luz que irá se juntar às outras luzes que irão ser acesas ao longo das quatro semanas do Advento.

O número quatro simboliza os quatro evangelistas, ou os quatro mil anos que o Povo Judeu esperou o Messias. 

Serão assim as quatro semanas do Tempo do Advento que nos lembra as quatro fases da História da Salvação que preparou o povo judeu para a vinda do Salvador. 

Estas quatro velas são os quatro pontos cardeais do cristão que se plenifica na Cruz de Cristo, ressuscitado em eterno Sol da salvação, que ilumina o mundo inteiro envolto em trevas.

Ao acender gradativamente as velas, quero aproximar-me do Nascimento de Jesus, partilhando com os que estão à minha volta esta progressiva vitória da luz sobre as trevas.

As palavras de Deus são firmes alicerces para a nossa vida.

Por isso, a base de cada uma das velas que irei acender será um círculo de cerâmica com uma frase bíblica pintada por mim.

Nesta primeira semana, a frase bíblica que serviu de base da minha primeira luz do Advento é: “Confia no Senhor, sê forte e corajoso e confia no Senhor.” (Salmo 27,14)

Este versículo do lindo Salmo 27, convida-me a meditar que perante toda e qualquer escuridão, Deus deve ser a luz que vai à frente, a iluminar os nossos passos.

Que esta coroa do Advento me prepare para receber plenamente a luz de Cristo no Natal.


(As informações histórias, litúrgicas e simbólicas do Advento foram pesquisadas nos sites que abaixo indico. Convido a todos a aprofundar o tema do Advento, visitando estes sites oficiais e credíveis pois quanto mais aprofundamos de forma fiel o nosso conhecimento acerca da Igreja Católica, mais a amamos.)


domingo, 27 de novembro de 2016

Revistamo-nos das armas da luz...







“Sabeis em que tempo vivemos: já é hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós do que quando começámos a acreditar. A noite adiantou-se e o dia está próximo. Despojemo-nos, por isso, das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. “ (Carta de São Paulo aos Romanos 13,11-12)

Para os cristãos católicos, hoje é o primeiro domingo do advento. Advento vem do latim “adventus,” que significa chegada, vinda.

Serão quatro semanas de advento em que ansiamos pelo Natal, em que a luz de Cristo iluminará todos os corações.

Por vezes, lembramos do Natal como mais uma festa… Para nós cristãos católicos, a essência do Natal é muito mais profunda.

Hoje faz um mês que meu irmão faleceu. A perda de um ente querido na proximidade de uma festa tão linda como o Natal fez-me perder, por alguns instantes, a esperança e a vontade de festejar o Natal.

Porém, quando ouvi a leitura da Carta aos Romanos feita na missa de hoje, percebi que ela vem ao encontro desta dor pela qual passo …



Então São Paulo oferece-me uma esperança: “A noite adiantou-se e o dia está próximo.”

Apesar da noite que me cobre com suas dores do dia a dia, doenças, perdas, luto…, o dia está próximo.  Pois, como ainda diz São Paulo, bem sabemos “em que tempo vivemos”. Por isso ele me adverte: “já é hora de acordardes do sono.”

Já é hora de acordar, mas este acordar é por causa do Natal em que acredito.  Para mim, como católica, o Natal não pode e não deve ser apenas uma festa com prendas e comezainas.

O Natal em que acredito é o Natal de Jesus. Este é a esperança viva na ressurreição que venceu a morte. Jesus é a invencível luz que venceu as trevas.

Então como poderei fazer do Natal, esta luz que iluminará as trevas do meu coração enlutado?

Esta é uma oportunidade que Deus me oferece para purificar a forma como eu tenho festejado o Natal nos anos anteriores….

Já é tempo de viver e celebrar o Natal, simplesmente e apenas o Natal na sua essência mais pura: Jesus.

Ainda mais neste tempo de dor, o meu coração enlutado necessita da luz de Cristo. Ah, como deve o meu coração ansiar pelo Natal para que as trevas do luto e da dor sejam transformadas pela luz de Cristo.

É esta esperança que me deve mover nos quatro domingos do advento que me separam da celebração do Natal.

Serão quatro semanas em que irei me revestir com as armas da luz como referiu São Paulo: ”… revistamo-nos das armas da luz.”

 Este revestir vem no seguimento de algumas ações concretas que tenho primeiramente de fazer e que também são ditas por São Paulo no mesmo texto.

A primeira ação concreta é “já é hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós do que quando começámos a acreditar”.

Devo acordar do sono em que o Natal foi imerso pelo comércio e pelos media, tornando-se em mais uma festa desprovida da memória do que o é ou que deveria ser para os cristãos.



Afinal, se o Natal é a comemoração do nascimento de Jesus, qual festa de aniversário seria a melhor indicada para oferecer a este inesquecível e divino aniversariante?

A segunda ordem de São Paulo é: “Despojemo-nos, por isso, das obras das trevas.”

O que são as obras das trevas?

Aqui tenho de me focar exatamente naquelas obras das trevas que envolvem os meus pensamentos e ações no dia a dia.

Pois é urgente que me revista das armas da luz.

Parece fácil, mas afinal que tipo de armas de luz são estas?

Acredito que o meditar da Palavra de Deus nestes quatro domingos que me separam da celebração do Natal irá me ajudar a revestir-me das armas da luz necessárias para celebrar o Natal como memória do nascimento de Jesus.

A luz é Cristo e esta luz está próxima.

Deixemos para trás o que não é luz. Despojemo-nos do que efetivamente não é importante.

Antes de fazer presépios, montar a árvore de Natal, ou colocar qualquer outro sinal do Natal, resolvi primeiro esvaziar aquele pequeno espaço que escolhi na minha casa para colocar a coroa do advento e o presépio.



Resolvi retirar todas as coisas que estavam ali.

Fiz isto como um gesto simbólico de que devo despojar-me de tudo que me afasta do Natal de Jesus para que assim possa celebrar a sua festa como Ele realmente deseja.





domingo, 9 de outubro de 2016

A cura da lepra espiritual...





Ao entrar numa aldeia, dez homens leprosos vieram ao seu encontro; mantendo-se à distância, gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!  Ao vê-los, disse-lhes: ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Ora, enquanto iam a caminho, ficaram purificados. Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta; caiu aos pés de Jesus com a face em terra e agradeceu-lhe. Era um samaritano.” (Lucas 17, 12-16)

O relato dos dez leprosos que foram curados por Jesus foi a leitura da missa deste domingo.

Já ouvi esta leitura várias vezes e sempre parava no pormenor do único leproso que voltava para agradecer a Jesus. Mas desta vez, fui saboreando cada uma das palavras e então notei outro pormenor que até agora ainda não tinha notado.

Efetivamente, as leituras bíblicas nunca se esgotam numa única leitura. Todas as vezes que as relemos, encontramos tesouros inesgotáveis da palavra de Deus.

Aos dez leprosos que pediram a cura a Jesus, este apenas lhes pediu que fizessem duas coisas: ide e mostrai-vos aos sacerdotes!

Nunca tinha me deparado com este pormenor. São duas ações que nos lançam num grande desafio: ide e mostrai-vos aos sacerdotes!

Primeiro, temos de ir… Temos de sair da nossa zona de conforto para ir… E ir aonde?

Jesus diz: Mostrai-vos ao sacerdote!

Então Jesus os mandou ao templo para que se mostrassem aos sacerdotes.

Eles, num ato de fé sem olhar para trás, foram…

E no caminho, à medida que caminhavam, ficaram curados…

Este caminho de encontro aos sacerdotes no templo de Deus é exatamente o percurso de fé que Jesus pede aos que lhe pedem uma cura…

Um leproso, no tempo de Jesus, tinha de estar separado, quase que expulso do contexto social pois a lepra não tinha cura e era contagiosa…

As lepras que nos atormentam hoje também nos cobrem o espírito com chagas intermináveis.

As chagas da falta do perdão, da falta de esperança, da falta de alegria, da falta de fé, …

Estas chagas também nos separam dos outros…

Aliás, um dos grandes sofrimentos do nosso tempo é este isolamento crescente em que vivemos…

Cada vez mais, o estar com o outro nos incomoda…

E então viramo-nos para o trabalho, para as redes sociais e isolamo-nos!

São tantas as chagas que nos cobrem espiritualmente que lentamente ficamos como aqueles leprosos, a suplicar que do alto do céu, nos seja concedido um milagre.

E Jesus apenas nos pede para ir e nos mostrar aos sacerdotes….

No tempo de Jesus, quando havia uma cura, era preciso que a pessoa curada se mostrasse ao sacerdote para que diante do povo, ela fosse considerada uma pessoa sã.

No caso dos leprosos, só depois deste mostrar-se ao sacerdote, é que ele poderia voltar à convivência social com os demais.

Jesus pede para que mostremos as nossas chagas do pecado ao sacerdote…

E quando é que eu mostro as minhas chagas ao sacerdote? Na confissão!

É penoso este percurso de sair de onde estamos, e voltar novamente à Igreja e nos confessarmos…

Penso que ao confessar os meus pecados, estou realmente me livrando da minha lepra espiritual pois a mostro ao sacerdote no sacramento da confissão.

E depois, temos aquele leproso, que se sentindo curado, voltou para trás para agradecer a Jesus.

Esta parte da leitura bíblica talvez é a que mais nos fica na cabeça.

Sim, dos dez, apenas um, e samaritano, voltou para agradecer a Jesus.

Este agradecer a Deus é realmente um aspeto que se descura atualmente na nossa sociedade.

Nota-se frequentemente que quando algo vai mal, vem uma doença ou acontece um cataclisma, logo emergem gritos e raivas diante de Deus. Por que fazes isso comigo, meu Deus?- dizemos.

No entanto, quando vem a bonança… E as coisas boas se encaminham, quando é que os meus lábios louvam a Deus?

E então eis que o evangelho de hoje me ensinou a praticar três ações importantíssimas na minha caminhada cristã:

·         Ir ao encontro de Deus, retornando ao seu templo.
·      
       Mostrar as minhas chagas e confessa-las a um sacerdote.

·         
        Agradecer no decurso deste caminho, cada pormenor de bênção que Deus me concede.

sábado, 8 de outubro de 2016

Batizar é revestir de Cristo mediante a fé



“É que todos vós sois filhos de Deus em Cristo Jesus, mediante a fé; pois todos os que fostes baptizados em Cristo, revestistes-vos de Cristo mediante a fé. Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus.”
(Gálatas 3, 26-28)

Estas palavras bíblicas de São Paulo são muito fortes e falaram-me ao coração. 

Neste tempo em que as pessoas pouco ligam ao batismo, colocando esta questão para mais tarde, porque associam este sacramento a mais um rito, a mais um papel ou a uma tradição já obsoleta.

Batizar ou não batizar é mais uma opção como tantas outras que temos no nosso mundo moderno.

E cada vez mais, as crianças ficam sem batizar porque afinal, dizem-nos que elas têm o direito de optar por isso mais tarde, se quiserem…

Realmente, podemos optar por Cristo, agora ou então mais tarde.

Cristo não nos obriga a que tenhamos de fazer isso ou aquilo.

O que mais gosto no cristianismo é esta liberdade que nos é concedida.

O nosso Deus é Pai. E a um pai, podemos escolher obedecer ou desobedecer… A um pai podemos escolher defender a sua herança ou podemos dissipa-la.

O amor de um pai vai para além da gratidão dos seus filhos.

Mesmo que escolhamos queimar toda a herança de um pai, ou fugir dele, no nosso sangue permanece a nossa ligação a ele.

Não usar da herança, não estar com o nosso pai, não seguir os seus passos… Tudo isso podemos fazer, mas mesmo assim permanece a filiação.

Com Deus, nosso Pai, é exatamente da mesma maneira. Somos seus filhos, quer creiamos ou não, quer aceitemos ou não. O Deus que é Pai de todos, maus ou bons, ricos ou pobres, doentes ou sãos, felizes ou infelizes…

Quando Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai, começou no cristianismo esta universalidade paterna de Deus.

 E então o cristianismo tornou-se esta forma livre de optar.

No entanto, uma opção traz consequências.

Optar por vacinar ou não vacinar. Optar por estudar ou não estudar. Optar por ir ao médico ou deixar-se ficar com a doença.

As opções são assim, ou vamos por um caminho ou vamos por outro.

Na religião, há também esta opção por crer ou não crer, por seguir ou não os preceitos da religião que escolhi.

E a religião é mais uma das opções do nosso mundo moderno.

No entanto, como todas as opções, escolher ter uma religião ou não ter uma religião tem consequências.

Então quando leio que quando somos batizados em Cristo, somos revestidos de Cristo, esta opção por batizar ou não batizar torna-se ainda mais complexa.

Se ao batizar-me em Cristo, sou revestida de Cristo, então como agradeço a feliz graça que meus pais me concederam quando em 13 de março de 1966, fui batizada.

Obrigada meus queridos pais por me terem revestido de Cristo no meu batismo e assim pude desde muito novinha entrar neste encontro com Cristo que já é uma caminhada de mais de cinquenta anos.

Mesmo revestida de Cristo, tenho de optar todos os dias por caminhar ao seu encontro, e felizmente pude saborear desde cedo esta imensa felicidade que Jesus Cristo me ensinou: Deus é meu Pai eterno e eu sou a filha amada de Deus.

terça-feira, 20 de setembro de 2016


“Naquele tempo, disse Jesus à multidão: Ninguém acende uma lâmpada para a cobrir com uma vasilha ou a colocar debaixo da cama, mas coloca-a num candelabro, para que os que entram vejam a luz. Não há nada oculto que não se torne manifesto, nem secreto que não seja conhecido à luz do dia. Portanto, tende cuidado com a maneira como ouvis. Pois àquele que tem, dar-se-á; mas àquele que não tem, até o que julga ter lhe será tirado”.(Evangelho segundo São Lucas 8,16-18).

Ao ler estas palavras bíblicas, Jesus convida-me a olhar para os meus talentos e para as minhas habilidades e dons, aos quais Ele denomina serem como lâmpadas…

Para que servem as lâmpadas?

Sem luz, as lâmpadas não servem para nada…

Por isso, mesmo que tenha os mais altos talentos do mundo, as melhores faculdades e as mais perfeitas habilidades, tudo isto é inútil senão estiverem acesas…

E como posso acender isto tudo que tenho dentro de mim???

Como acender estas lâmpadas perante tantos obstáculos humanos e físicos e até mesmo espirituais que me rodeiam?
Por vezes, acender as minhas lâmpadas não é assim tão simples…

No dia a dia, o mundo convida-me a optar por apagar algumas das minhas lâmpadas por causa daquelas que são mais rentáveis aos olhos do mundo…

Os interesses sociais que me cercam, as necessidades urgentes que me amarram e as cadeias do medo podem-me cercar de tal modo que acabo por esconder as minhas lâmpadas nos lugares mais escuros do meu ser, para que sobreviva neste mundo indiferente ao meu valor humano único e insubstituível.

Porém, Jesus convida-me a colocar a minha lâmpada no candelabro…

É um ato de coragem, acender a minha lâmpada dos dons de Deus no mais alto candelabro que possa conseguir…

O candelabro está no mais alto teto da casa das minhas reais possibilidades e oportunidades…

 Quem entrar na minha casa irá ver logo o candelabro e a lâmpada…

Este candelabro poderá ser as minhas ações pois estas são visíveis ao mundo exterior.

 Nos meus gestos do dia a dia posso optar por transbordar a luz das minhas lâmpadas ou não…

Os gestos são feitos de opções…

Optar pelo bem ou pelo mal… Optar pelo honesto ou desonesto… Optar pelo certo ou pelo errado…

Não existe relativismo quando falamos de luz e trevas…

Ou escolho acender a minha lâmpada ou decido apaga-la…

Não posso escolher um meio termo quando se trata de optar pela luz ou pelas trevas…

E Jesus ainda adverte que mesmo que adiemos esta opção, ela acaba por ser desvendada:

“Não há nada oculto que não se torne manifesto, nem secreto que não seja conhecido à luz do dia.” (São Lucas 8,17)

Por isso, se optar pela luz, terei de permanecer nesta luz.

No entanto, se for apagando as minhas lâmpadas, pouco a pouco irei sendo arrastada para as trevas…

É algo inevitável quando ouço do próprio Jesus estas palavras de aviso:

“Portanto, tende cuidado com a maneira como ouvis. Pois àquele que tem, dar-se-á; mas àquele que não tem, até o que julga ter lhe será tirado”. (São Lucas 8,18)

Sim, porque as lâmpadas que eu tenho apagado, pouco a pouco irão ser esquecidas…

Permita-me fazer uma comparação entre as lâmpadas dos meus talentos e as lâmpadas que compramos num supermercado…

Há um prazo de validade nas lâmpadas que compramos no supermercado… 

E parece-me que Jesus também me avisa que também existe esse prazo de validade nas minhas lâmpadas interiores…

Se mantiver as minhas lâmpadas apagadas, aos poucos, elas irão se deteriorar ao longo do tempo…

E quando quiser colocar as lâmpadas dos meus talentos no candelabro, poderá ser tarde demais…






segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Os Óculos de ver o Natal






Era Natal, e Pedro estava muito feliz…
-Porque o Natal tem de ser um só dia? O Natal poderia ser todos os dias… - Disse Pedro à sua avó Maria.
A avó, encolhendo os ombros, disse-lhe:
- Menino, a vida não são só festas!!!!
– Mas o Natal é uma festa tão alegre, tão cheia de luz… E as pessoas divertem-se tanto!
Deveria haver mais Natais durante o ano… - disse Pedro fazendo uma pequena birra.
A avó Maria deu uma risada e disse-lhe:
 - O menino Jesus só faz anos uma vez por ano como tu.... Seria bonito, tu também estares a fazer aniversário várias vezes ao ano… era só o que faltava....
– Mas, avó Maria, o Natal é muito mais importante que o meu aniversário. Jesus nasceu e por isso é que não entendo porque Ele não faz anos mais vezes durante o ano...
– Pedro, penso que deverás perguntar isso a Jesus, Não te sei responder... Vá para a cama, já são horas  e amanhã temos de desfazer o presépio e temos muito que fazer .... – disse a avó Maria olhando o relógio de pêndulo que tocava as dez horas da noite.

Pedro foi para a cama, porém muito inconformado. Escovou os dentes, vestiu o pijama e olhou pela última vez o presépio tão iluminado que brilhava à entrada da sala. Seus pais chegavam agora, cansados do trabalho. Foram logo dar um beijo de boa noite ao pequeno Pedro. A vida dos pais do Pedro era dura. Trabalhavam praticamente o dia todo por vários empregos temporários. Ainda bem que tinham a ajuda da avó D. Maria, uma senhora muito ativa mesmo com os seus sessenta anos. E lá estava ela na cozinha a colocar à mesa o jantar para o seu filho e nora pois era preciso dormirem de seguida pois acordavam sempre antes das seis horas da manhã para o trabalho.

Porém Pedro ainda não conseguia dormir e por isso resolveu rezar baixinho, sem que ninguém ouvisse. Pediu a Jesus que por favor lhe explicasse porque o seu Natal só acontecia uma vez por ano e foi logo exigindo uma resposta.
- Jesus, sei que és bom para mim e por isso peço-te como amigo que me digas qualquer coisa a respeito pois não percebo o porque do Natal só acontecer uma vez por ano... – e Pedro foi repetindo a sua pequenina oração até adormecer profundamente.
A dada altura, Pedro acordou com o som de um sino a tocar... assim como tocam os sinos na noite da Missa do Galo .... abriu os olhos, assustado e o quarto estava todo iluminado.
– Que é isso???? Quem acendeu a luz????- Perguntou-se Pedro… 

Levantando-se depressa, Pedro viu ao pé sua da cama um anjo muito lindo, radiante de luz.... Pedro ficou com medo no início, mas o anjo estava ali a baloiçar o sino ....
– Não faças barulho! – disse Pedro levantando-se da cama. - Os meus pais já devem estar a dormir e a avó tem um sono muito leve...
O anjo parou de tocar o sino e disse:
- Não tenhas medo. Eu sou o anjo do Natal que percorre a humanidade inteira durante todo o ano a anunciar: hossana nas alturas, Jesus nasceu!!!!! Hoje vim visitar-te porque Jesus encarregou-me de dar-te uma resposta ao que lhe pediste esta noite...
Pedro – Tão rápido!!!! Ainda bem, porque preciso mesmo de uma resposta.... – disse Pedro com um grande sorriso.
Anjo - Então perguntaste a Jesus porque só acontece o Natal uma vez por ano?????
Pedro – Sim, é triste, o Natal só acontecer uma vez por ano.... Jesus quer as pessoas felizes e faz-nos isso???? – disse Pedro com ar autoritário.
Anjo - Menino Pedro, tenho um segredo muito importante para lhe contar: o Natal acontece todos os dias, porém as pessoas é que não o veem... – disse o anjo apontando para Pedro.

Pedro - Isso não é verdade.... Depois do Natal, onde está os pinheiros de luz com bolas coloridas, as ceias de Natal com toda a família a rir, os presentes perto da lareira, os presépios lindos, as velas, as coroas de natal penduradas nas portas, os cartões de Natal, as estrelas e os Reis magos?????... Nada!!!.... Só vemos isso tudo durante o Natal, e depois o ano passa sem nada disso...
Anjo - Menino Pedro, podes não ver, mas o Natal acontece um pouco todos os dias. Ainda digo mais; as pessoas é que não o conseguem ver... Sabes porque????
Pedro - Porque????- perguntou curioso.
Anjo - Porque os olhos da cara não veem tão bem como os olhos do coração.... Por isso Jesus mandou-me trazer-te uns óculos especiais: os óculos de ver o Natal.
Pedro - Óculos de ver o Natal????  Nunca ouvi falar deste tipo de óculos...
Anjo - Nunca ouviste falar deste tipo de óculos porque eles só existem no céu. Por isso é que vim!!! Jesus pediu-me para que hoje usasses estes óculos especiais para poderes ver o que não consegues ver...
Nesse momento, o anjo retirou de dentro de uma das mãos uns pequenos óculos prateados cuja luz brilhava mal se tocava.
Pedro - De que são feitos estes óculos???? São tão lindos ... – perguntou Pedro com um sorriso.
Anjo - São feitos da sabedoria de Deus... é uma tecnologia que ainda a humanidade não descobriu.... mas agora.... preciso que me ajudes...  Bem, se o mundo é tão grande, não posso levar-te a todo lado para veres o Natal escondido. Deves escolher um lugar onde mais achas que o Natal não existe!!!
Pedro - Hum.... Preciso pensar!!! ...
Anjo - Diga-me menino Pedro, onde querias que o Natal acontecesse todos os dias??? Temos pouco tempo e deves aproveitar ao máximo esta oportunidade.
Pedro - Sim... deixa-me pensar bem!!!! Ah, já sei!!! Podemos ir a um hospital… O Natal devia acontecer nos hospitais.... Existe lá tanta doença...dor .... E a doença não escolhe idade…. Porque Jesus não deixa que a alegria do Natal lá aconteça e cura a todos?
O anjo fez um gesto em direção a uma das paredes do quarto de Pedro e num instante, a imagem de um hospital apareceu ...
- Uau… - disse Pedro -  parecia uma tela de televisão, porém, do tamanho da parede.... e com a imagem mais nítida que já tinha visto alguma vez ...
Anjo - Vamos então visitar este hospital, onde há tanta dor e sofrimento. Mas, primeiro, menino Pedro, coloca os óculos de ver o Natal para que possamos fazer esta visita com os olhos do coração em Deus...
Num instante, Pedro e o anjo começaram a andar pelos corredores do hospital.... E com os óculos Pedro começou a ver coisas estranhas.... Algumas enfermeiras pareciam estrelas reluzentes, e ainda mais brilhavam quanto mais carinho tinham no cuidado dos doentes.
 Nos que estavam mais doentes e cheios de dor, porém corajosos, viam-se bolas reluzentes de várias cores a sair das suas camas em direção ao céu...
Quando apareciam pessoas voluntárias para falar com os doentes, ajudando-os a sentirem-se melhor, rezando por eles, estes envolviam-se de luz enquanto que os voluntários reluziam como pinheiros de Natal verdejantes com incontáveis luzes. Os passos desses pinheiros de luz deixavam um rastro parecido com o deixado pelas estrelas cadentes.

Os médicos quando estavam a visitar os seus doentes, usando todo o seu conhecimento para ajuda-los, tinham em suas mãos, velas acesas, e de suas batas ouviam-se sinos....
Alguns doentes pareciam estar numa manjedoura como Jesus, especialmente aqueles que estavam em coma.
Os que vinham à hora das visitas pareciam reis magos ou pastores cujas mãos traziam ofertas de amor, ouro, incenso e mirra que deixavam junto dos leitos dos seus meninos doentes que tanto amavam. Eram pais, avós, familiares que de noite e de dia visitavam os seus queridos doentes sempre com grande esperança.
Porém, Pedro entristeceu-se porque infelizmente nem tudo era luz...
Alguns doentes estavam imersos em trevas, numa noite fria e solitária à espera de uma visita de consolo que nunca mais chegava.

Algumas enfermeiras olhavam para o relógio mais do que para os doentes e pareciam jarros vazios de barro a andar pelos quartos.
Porém, o milagre do natal acontecia se uma estrela, árvore de natal ou vela acesa entrava nos quartos, iluminando os meninos que ali estavam, fazendo-os sorrir, enchendo-os de incontáveis prendas com reluzentes fitas de Natal.
E por fim, aonde reinava a luz, havia presépios vivos em que Maria, José e o Menino Jesus iluminavam com sua luz todo o lugar. A estrela de Natal pairava em cada coração de amor que entrava naquele hospital. Os anjos cantavam hossana nas alturas, cada vez que a luz do Natal cintilava pelo bem partilhado entre as pessoas....
Anjo - Então, Pedro, que achas do Natal que há no hospital????
Pedro - Não percebo uma coisa. Porque Jesus permite que nem todos sejam luz de Natal... Existem tantos doentes, sem qualquer luz ou companhia...
Anjo - Menino Pedro, quando os anjos cantaram há mais de dois mil anos que haveria paz e alegria nos homens e nas mulheres de boa vontade, Jesus quis ensinar-nos já desde o seu nascimento que o bem e o mal que há no mundo passa pela ação humana e pela sua vontade em fazer o bem ou o mal. A Boa Vontade que reina nos homens ilumina a criação de Deus e a prepara para criar a felicidade sonhada por Deus para os homens.

Pedro - Anjo de Natal, tudo isso é lindo, mas porque os meninos e as meninas que mal nasceram, sofrem com a dor de uma doença tão grave como o cancro???? Deus poderia fazer com que eles ficassem todos curados!
Anjo - Menino Pedro, a dor e o sofrimento do mundo faz parte da vossa humanidade. Tu já ficaste doente com gripe ou te magoastes ao correr????
Pedro - Sim, já e quantas vezes...
Anjo - Isso acontece porque vives neste mundo. Quisera Deus que os homens tivessem a boa vontade de juntarem os seus esforços intelectuais na cura das doenças. Infelizmente, existe mais vontade humana em criar uma nova arma de guerra do que para uma cura para uma doença. E quando aparecem descobertas para a cura de uma doença, nem todos podem paga-las para terem acesso às mesmas.
Pedro - Sim, meus pais também não têm muito dinheiro. Às vezes, meu pai não consegue pagar os medicamentos porque ganha o salário mínimo…
Anjo - Vês Pedro, neste caso e em tantos outros, vê-se o quanto a boa vontade dos homens completa a criação de Deus. Devemos ser pinheiros de Natal, estrelas e sinos de alegria neste mundo de injustiças…
Pedro - Explica-me melhor como podemos então ser pinheiros de Natal, estrelas ou sinos de alegria???
Anjo - Somos pinheiros de Natal quando somos uma voz de esperança para os outros. O pinheiro não perde as folhas no inverno e por isso ele é considerado o símbolo da vida. Cada vez que uma pessoa não desanima, mesmo perante grandes dificuldades, torna-se um pinheiro de Natal verdejante e cheio de luz para os outros. Se estivermos inundados de pensamentos e gestos de bem daremos muitos frutos de luz que se espalharão por onde quer que andemos.
Pedro - Mesmo aqueles meninos e meninas doentes que estavam internados no hospital poderão ser estrelas de Natal?

Anjo - Mesmo que estejamos muito doentes, como aqueles meninos e meninas internados no hospital, também podemos brilhar e este nosso brilho será tanto maior quanto for a coragem que tivermos para fazer o bem mesmo na doença. Tenho certeza que um beijinho no rosto dado pela mãe ou pelo pai ao seu filhinho doente fará brilhar o seu pequeno coração em amor e esperança com uma luz mais forte que o próprio sol.
Pedro - Sim, gosto tanto dos beijinhos de boa noite dos meus pais… - disse Pedro.
Anjo - São pequenos gestos que fazem muito mais que imaginemos. Quando fazemos algo bom pelos outros, nas nossas mãos acendem-se velas com uma luz que ninguém apaga. Estamos a derretermo-nos de bem para com os outros. Quando nos damos aos outros, somos velas eternas que se gastam pelos outros e quantas pessoas há assim no mundo! Muitos irão ser iluminados quando forem tocados por elas. Os sinos tocam de alegria porque Jesus nasce sempre nos corações que foram acariciados pelo bem partilhado. Aonde estiver esta luz, os presépios fazem-se presentes...
Pedro- E Deus está assim no nosso coração… Sempre temos a oportunidade de fazer o bem, pelo que percebi, mesmo que sejamos ainda pequeninos.
Anjo - Menino Pedro, uma cama de hospital, uma doença ou uma incapacidade física não nos impede de ser a maior luz do Natal de todos os tempos.... Os doentes podem oferecer a sua dor pelos seus familiares, que rezam constantemente em seus leitos. A oração pode ser ouvida por Deus em qualquer lugar onde estejamos...

Pedro - É verdade, assim como Jesus, hoje, ouviu a minha oração no meu quarto... Estava sozinho, mas Deus estava comigo...
Anjo - Posso dizer-te, menino Pedro que mesmo que um dia a dor seja tão grande que não consigamos rezar, o melhor que fazemos é deixarmo-nos ficar na manjedoura como Jesus. As mãos de Deus aqueceram o menino Jesus naquela noite em Belém. Não importa o quanto é fria a noite da nossa dor, solidão ou abandono, quando temos fé em Deus.
Subitamente, Pedro olhou para o céu e viu muitos anjos a anunciar que Cristo nasceu, nasce hoje e sempre nascerá nos corações de boa vontade...
E então o anjo do Natal trouxe o menino Pedro para o seu quarto. A luz era tão forte que Pedro teve de tirar os óculos de ver o Natal. A luz do anjo era tão brilhante, muito mais do que antes... Pedro estava cheio de uma alegria que não conseguia explicar...
 Pedro - Agora percebo...  Com o que vi com estes óculos especiais percebo que o Natal está presente em cada palavra e gesto de bem que fazemos aos outros. Se tivermos um coração com a boa vontade deixo o Menino Jesus nascer no meu coração e o Natal realiza-se!! Agora não preciso mais destes óculos, pois já percebi tudo...obrigada…
E Pedro devolveu os óculos ao Anjo do natal...
Anjo - Menino Pedro fico feliz porque percebeste a magia do verdadeiro Natal. As luzes que vês nas lojas e na tua árvore de Natal nem se compara com a imensa luz que há em ti quando fazes o bem.
Depois de falar, o anjo começou a voar pelo quarto de Pedro com sua luz tocando o sino e cantando: Hossana nas alturas porque o Pedro escolheu ter a boa vontade em seu coração!!!

Pedro - Psiu!!!! Assim acordas os meus pais e avó.... Psiu... – pediu Pedro.
E num segundo o anjo riu-se e desapareceu.... Pedro agora escutava os sinos a tocar lá longe. Correu para a janela e viu então um rastro de luz no céu escuro e frio da noite. Era o Anjo do Natal a continuar a sua viagem pelo mundo.



Pedro abriu a porta e viu que sua avó e seus pais ainda dormiam silenciosamente. Viu que os corações dos seus pais e avó eram estrelas e pinheiros de Natal mais brilhantes que aquele que estava na sala de jantar... Eles também se desgastavam com o seu trabalho no dia-a-dia para dar ao Pedro tudo o que precisava. Quanto bem eles fazem para que o seu lar vença as dificuldades. Pedro tinha percebido que o Natal continuará por todo o ano se houver no seu coração a boa vontade em fazer o bem.


Esta história de Natal ofereço em memória do meu irmão Carlos que faleceu devido a um cancro em novembro de 2016. A forma como suportou a doença ensinou-me que a luz do Natal se realiza todos os dias do ano.(Autora - Rosária Grácio)